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Maringá

Maringá – Cidade Canção

       O título Cidade Canção surgiu em 1962, quando o pioneiro Antenor Sanches, então secretário da prefeitura municipal, recebeu correspondência de uma estudante de Minas Gerais, manifestando o interesse de conhecer a cidade que nasceu de uma canção. Tendo Sanches um programa radiofônico diário, com grande audiência e também coluna no jornal, resolveu fazer uma campanha para que o cognome Cidade Canção fosse dado para Maringá. A campanha logo fez o maior sucesso e foi aprovada por lei, perpetuando o cognome pela Lei Municipal 5.945/2002, de autoria do Vereador João Batista Beltrame.
* Lei nº 5945/2002

Origem do Nome da Cidade

       Lendas são criadas a respeito da origem do nome de Maringá, que vão desde o cantarolar triste de um viúvo, derrubador de mato, que numa rede amarrada em árvores ninava seu filho, com a canção “Maringá, Maringá”. Os presentes comovidos resolveram dar o nome dessa canção a este lugar.
       Há também, uma lenda que diz que ao ouvir os caboclos cantando a canção enquanto derrubavam as matas, a senhora Elizabeth Thomas, esposa de Arthur Hugh Muller Thomas, um dos diretores da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, tenha sugerido o nome de Maringá à área que seria colonizada.
       Outra versão, é que por volta de 1940, esta área coberta por uma densa floresta, já era denominada por Maringá, tendo a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, colocado uma placa com esse nome nas imediações, a exemplo de outros nomes como Ivaí, Tibagi, Inajá e outros provenientes da língua guarani. Os córregos e rios eram tantos que lhes faltava criatividade para nomeá-los. Desta forma, encontraram um ribeirão que recebeu o nome de Maringá, provavelmente inspirado na canção de Joubert de Carvalho. Esse córrego foi batizado pelo Senhor Raul da Silva, na época, Chefe do Escritório de Vendas da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, em Mandaguari. O nome desse córrego passou a ser o nome da futura cidade.

A música

       A canção “Maringá, Maringá” surgiu no ano de 1931, época em que Rui Carneiro, oficial de gabinete do Ministro da Aviação, José Américo, sugeriu ao compositor Joubert de Carvalho que fizesse uma música abordando o drama da seca do nordeste, assunto que teve grande repercussão na época. Joubert concordou em fazer a música, mas pediu uma relação das cidades assoladas pela seca, e entre elas estava a de Ingá.
       Imaginou, então, uma cabocla de nome Maria, que seria a Maria do Ingá, e surpreso ficou ao notar a sonorização da contração Maringá. Perguntou a Rui: “De onde você é?”, e ele respondeu: “Pombal”. Estava ótima: “Antigamente uma alegria sem igual, dominava aquela gente da cidade de Pombal”. Em poucas horas estava pronta a canção Maringá.
       A Canção “Maringá, Maringá”, por volta de 1935, estourava nas paradas de sucesso.

O compositor

       Joubert de Carvalho nasceu em Uberaba-MG no ano de 1900, mas passou a infância em São Paulo. Aos dez anos de idade, compôs sua primeira música intitulada Cruz Vermelha, cuja renda da venda de 200 cópias foi revertida em Benefício do Hospital Cruz Vermelha.
       Em 1921, compôs a música ''5 de janeiro'', que rapidamente fez sucesso tornando-o conhecido nacionalmente no cenário musical. Várias outras músicas do poeta e compositor foram destaques, entre elas ''Taí'' gravada por Carmen Miranda, ''De papo pro ar'', ''Coisinha Boa'' e ''Pierrot''. Apesar da intensa atividade musical, conseguiu formar-se Médico. Em 21 de abril de 1959, Joubert conheceu a cidade de Maringá, sendo homenageado com uma rua em seu nome, por intermédio da Lei n° 110/58 e, em 1972, teve a oportunidade de voltar para inaugurar o próprio busto, na Praça Raposo Tavares. Faleceu em 20 de setembro de 1977.

Canção

Foi numa léva

Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.

E junto dela
Veio alguém que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou

Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá

Maringá, Maringá
Para havê felicidade.
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um cabloco assosegá.

Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal

Mas veio a seca
Toda a chuva foi-se embora
Só restando então as águas
Dos meus óio quando chóra

Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá

Maringá, Maringá
Para havê felicidade.
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um cabloco assosegá.

Letra e Música de Joubert de Carvalho

Fonte: Prefeitura de Maringá